Produção
Ano - 2006; um ano excecional para o Vinho do Porto. A época de crescimento foi relativamente fresca no Douro, o que resultou numa vindima tardia de frutos de grande qualidade, apresentando um caráter ao mesmo tempo maduro e fresco.
Castas - Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, mistura de uvas de antigas parcelas.
Terroir - Solo xistoso, clima mediterrânico. O terroir das vinhas da Quinta do Tedo foi avaliado e premiado com a classificação máxima: letra A e obtenção e classificação de viticultura biológica.
Vinificação - As uvas colhidas à mão são desengaçadas e esmagadas utilizando o método tradicional – pisa a pé - em lagares. A fermentação com maceração das peliculas para extração dos melhores constituintes é interrompida através da adição de aguardente vínica. O controlo de temperaturas e densidades durante o processo é rigoroso. Este Porto Colheita foi posteriormente envelhecido em barris neutros de carvalho francês de 550 litros, antes de ter sido engarrafado em 2026.
Produção - 1.450 garrafas
Álcool - 20,5%
Notas de Prova
Aspeto – mogno castanho com reflexos alaranjados
Nariz - evoluindo de tâmaras e damascos secos para notas de banana flambada e ananás, e depois para nozes pecã e melaço.
Boca - concentrado e equilibrado, com uma potência e persistência bem marcadas, termina com uma nota intrigante de alcaçuz salgado que me deu vontade de provar mais.
Armazenamento e serviço - A garrafa deve ser mantida de pé à temperatura de 16ºC a 18ºC para ser consumida agora ou nos próximos 7 anos. Servir fresco (10 °C), como aperitivo, ou no final da refeição, solo ou com nozes torradas ou caramelizadas (amêndoas, nozes pecã, avelãs), melão maduro e presunto curado de boa qualidade (idealmente pata negra ou outro presunto alimentado com bolotas ou castanhas), foie gras com compota de laranja ou de figos, panforte, pão de especiarias ou speculoos, uma tarte de amêndoas (como o «picado de abelha» português), bananas ou ananás flambados, queijo comté ou gouda curado.

